Iodo Radioativo

Como não é possível a remoção cirúrgica do restante da glândula tireoidiana, alguns pacientes com câncer papilar devem receber uma dose alta de iodo radioativo (iodo 131) para matar as células remanescentes. O iodo radioativo é administrado na forma líquida ou em comprimidos, no hospital. Você deve permanecer de 24 a 48 horas no hospital, num quarto particular, separado dos outros pacientes para evitar sua contaminação pela radioatividade.

Geralmente, o iodo radioativo é administrado entre três e quatro semanas após a cirurgia e antes que se tenha iniciado o tratamento com comprimidos de tiroxina, pois ele é mais eficaz quando o paciente está hipotiroideo e os níveis de TSH no sangue estão elevados. Se por alguma razão você já iniciou o tratamento com tiroxina para prevenir que se torne hipotiroideo após a remoção da sua glândula tireoidiana, o tratamento será suspenso por cerca de quatro semanas antes da administração do iodo radioativo.

Por volta do fim deste período sem tiroxina você vai se sentir cansado, mas isto não deve ser motivo de preocupação. Recentemente, verificou-se a possibilidade de aumentar o nível de TSH no sangue por meio de injeções de TSH sintético (tirogênio), idêntico ao produzido pela glândula pituitária, evitando-se, assim, a necessidade de interromper a tiroxina.

Freqüentemente, após a cirurgia, não se administra o iodo radioativo em pacientes com câncer folicular.

Fonte: Revista ISTOÉ - Guia da Saúde Familiar - Volume 15 - 02/2002

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