Queda de cabelos na mulher

A calvície ocorre com maior incidência no sexo masculino. Isto porque os hormônios masculinos aumentam a oleosidade da pele, promovendo excesso de gordura nos folículos pilosos e estimulando a queda de cabelos inicialmente nas "entradas", as áreas frontais. Aos poucos, essa queda avança pelo couro cabeludo central levando à calvície.
O implante de novos folículos pilosos por meio de cirurgia plástica minuciosa pode corrigir o efeito da queda contínua dos cabelos masculinos.
Medicamentos locais podem ser usados com sucesso variável. Mas, na maioria dos homens a queda de cabelos é encarada como fenômeno aceitável, e apenas uma minoria procura inverter a situação. Entre as mulheres, no entanto, a perda de cabelos é problema estético grave que pode levar até à depressão.
Este aspecto emocional, muitas vezes, é pouco valorizado pelos médicos, mas pode ser um sinal de que existe uma disfunção no organismo feminino. O couro cabeludo contém, em média, cerca de 100.000 fios de cabelos. Mais de 90% destes fios estão em fase ativa de crescimento e são denominados anagênicos. Estão ancorados firme e profundamente na pele, indo até a gordura subcutânea e possuem boa resistência.
Cada fio de cabelo tem um período de vida de 3 a 7 anos antes de cair naturalmente e ser substituído por outro fio novo. Este "fio novo" chamado de telogênico está ancorado superficialmente na pele e não oferece resistência à escova ou pente, podendo ser "arrancado" facilmente. Normalmente, cerca de 100 fios de cabelos novos são "perdidos", diariamente.

Causas de queda de cabelos no sexo feminino

A perda elevada de cabelos na mulher pode ter várias causas hormonais, medicamentosas ou emocionais. Talvez a mais comum seja o excesso relativo ou absoluto de hormônios do tipo masculino (os chamados hormônios androgênicos). As mulheres produzem dois hormônios femininos, o Estradiol e a Progesterona. A secreção destes hormônios é cíclica e determina, na idade fértil, o período de menstruação. Os ovários também podem secretar pequena quantidade de hormônio masculino (tipo testosterona) que mantém a libido feminina.
Existem situações, tal como a presença de ovários policísticos, em que há excesso de hormônios androgênicos (com vários hormônios tipo masculino agindo: delta-4, DHEA, testosterona). Outra situação, mais rara, é a produção exagerada de tais hormônios masculinos pelas glândulas supra-renais com evidente "masculinização" da mulher.
Quando há perda de cabelo nesse caso, ele é semelhante àquela do sexo masculino. A correção da queda de cabelos é possível com o controle da causa principal de produção excessiva de andrógenos. Com medicamentos que administram a secreção hormonal (androgênica) inadequada para o organismo feminino. Os dermatologistas reconhecem que existe queda de cabelos (mais de 300 fios de cabelos por dia) em situações de pós-cirurgias, perda de peso rápida, deficiência nutricional (na falta de apetite crônica ou anorexia nervosa), surtos de febre alta por doença grave e, por último mas não menos importante, o estresse contínuo e prolongado, por situações emocionais graves e insolúveis. A vitalidade do couro cabeludo é afetada por todas estas condições adversas e a queda de fios de cabelos leva a "clareiras" no couro cabeludo.
A tireóide no processo de queda A glândula tireóide produz hormônios que, na vida adulta, são necessários para manter nosso corpo em funcionamento, em temperatura constante e ideal, para "queimar" as gorduras e fazer funcionar o fígado, os rins, o coração, o cérebro e demais órgãos. No caso de haver excesso de função de tireóide, isto é, o hipertireoidismo, seja por doença da tireóide ou por uso abusivo, errôneo, de L-Tiroxina (hormônio de tireóide) para "emagrecer", vem a queda de cabelos. Muitas pacientes chegam ao endocrinologista com queixas sobre a quantidade de cabelos que ficam na escova ou no travesseiro.No início, elas não julgam possível que aquela "fórmula de emagrecimento" receitada pelo farmacêutico possa estar causando a queda de cabelos. Mas os testes de sangue indicam grande elevação dos hormônios T3 e T4. E isso leva a um crescimento rápido e imperfeito do fio de cabelo no folículo piloso do couro cabeludo.
O crescimento rápido faz com que o fio de cabelo fique mais fino, isto é, menos que o diâmetro normal de 0,06 mm. Portanto os fios de cabelos "quebram" com mais facilidade seja ao emergir do folículo piloso seja ao atrito com a escova e o pente. É só parar com o excesso de hormônios de tireóide que a queda de cabelos diminui até o ritmo normal. Muitas vezes é necessário adicionar vitaminas e sais minerais, ou utilizar-se de fricções com minoxidil. A falta de tireóide também causa queda de cabelos
Hipotireoidismo (ou seja, falta de hormônio da tireóide) é uma causa de queda dos cabelos e pelos do corpo. O mecanismo da queda de pelos é provavelmente ligada ao acúmulo de secreção sebácea dentro do folículo piloso "asfixiando" o fio de cabelo que está emergindo. Existe, também, o fator circulatório com menor aporte de nutrientes e de oxigênio para o couro cabeludo, devido ao baixo metabolismo do corpo feminino durante falta de hormônios da tireóide. É comum haver queda de cabelos na fase pós parto, freqüentemente associada à tireoidite pós parto. Cerca de 12% das mulheres podem ter esta moléstia da tireóide.
A medicação com L-Tiroxina irá, lenta e gradativamente, fazendo surgir os fios de cabelos. Outras causas conhecidas de queda de cabelo são o uso de medicamentos variados – de quimioterápicos a anti-hipertensivos, imuno-supressores, antidepressivos e vários outros. A solução é identificar o agente causador e, se possível, suspendê-lo. O tratamento da queda de cabelos no sexo feminino é, sem dúvida, mais eficaz e duradouro se a causa for diagnosticada com precisão. A cooperação entre o endocrinologista e o dermatologista é essencial para o sucesso do tratamento.

Fonte: VEJA ONLINE - nov 2007

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